Biography

Francisco Gouveia Biography

Nasci em Lisboa, no Bairro de Campo de Ourique, filho de pais de origem ribatejana. Aí tive o meu tempo de Instrução Primária frequentando depois a Escola Industrial Marquês de Pombal. Desde os catorze anos de idade que já sentia muita vocação pela música, era a veia que já vinha de familia.Tive um tio que tocava bandolim, uma prima por sinal ceguinha, que tocava acordeon, piano e outros instrumentos na Emissora Nacional, tirando o seu curso de música num colegio onde foi educada. Meu pai tambem tocava caixa e outros instrumentos nas Bandas Filarmónicas. Foi ele, que vendo o meu entusiasmo pela música, tentou arranjar-me um professor ao alcance de me saber orientar, e assim, comecei os meus primeiros degraus musicais.

Aos 16 anos
Aos 16 anos de idade iniciei o estudo de musica recitada e cantada em solfejo nas claves de sol e de fá e nas restantes apenas solfejado. Durante 3 anos terminei este estudo. Aos 19 anos de idade fui chamado para cumprir o dever militar no Regimento de Infantaria 1, em Lisboa, continuando o meu estudo de música nas horas vagas.


Casa de Reclusão da Trafaria

Mais tarde fui transferido para a Casa de Reclusão da Trafaria onde cumpri o resto da vida militar. Durante este tempo de soldado, conheci o grande actor cómico Raúl Solnado, que fez o seu servico militar juntamente comigo na Trafaria e assim se juntaram dois artistas, um de estilo teatral e outro do musical. Passamos juntos grandes momentos de alegria, pois na nossa caserna nunca havia tristeza, não faltava música nas horas vagas dos soldados. Eu tocava saxofone alto e o Raúl Solnado brincava, dançava e contava anedotas parodiais e fazia imitações de artistas e até do nosso proprio capitão, que o veio a reconhecer como artista do teatro mais tarde.

Me recorda que um dia faltei ao recolher e só apareci no quartel de manha, nessa noite tinha ido tocar a uma festa dos Bombeiros da Trafaria, nesta altura o Raúl Solnado já andava a praticar como artista no teatro e eu continuei a estudar instrumental: saxofone alto, tenor e clarinete e ao mesmo tempo estudava harmonia, teoria, ponto e contraponto com o Maestro da Banda da Guarda Nacional Republicana, Senhor Dionísio e mestre Vieira do Conservatório.

Bandas Filarmónicas

Mais tarde comecei a tocar o instrumento que adorava, o saxofone alto, na Banda da Incrivel Almadense, dirigida pelo Maestro Dionísio, toquei clarinete na Banda da Sociedade Filarmonica Alunos de Apolo e na Academia Filarmonica Verdi. Como era um apaixonado pelas Bandas Filarmónicas e já escrevia algumas partituras para Banda, um dia um primo meu veio a Lisboa e foi-me visitar, fiquei muito satisfeito com a sua visita, sabendo que ele era um bom músico em barítono. Da sua visita resultou que me convidou a ir às festas do Barrete Verde e das Salinas em Alcochete, Ribatejo, donde minha mãezinha era natural.

Pasodoble a José Lupi

Durante os festejos assisti a um concerto no coreto da Vila pela Banda local, e nessa noite o meu primo que fazia parte da banda, sabendo que eu dava um jeito a compor marchas, convidou-me a escrever um Pasodoble a José Lupi, consagrado cavaleiro taurino natural de Alcochete. Mais tarde apresentei a escrita do Pasodoble ao mestre de Banda de Alcochete, foi ensaiado e tocado na grande herdade do cavaleiro, pela altura da sua homenagem.Desde aí, reconheci que tinha inclinação para compor e a idade também me ajudava era um jovem.

Sociedade Portuguesa de Autores

Em 1960, inscrevi-me como autor e compositor na Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) , em Lisboa, onde sou filiado. Houve um dia, que fui registar algumas canções de minha autoria a esta sociedade e um senhor funcionario da mesma, me disse:

“senhor Gouveia, pelo que vejo, o senhor produz muitas canções e de sabor popular pois eu aprecio muito este genero e sou um doido por acordeão, é dos instrumentos que gosto mais”.

Tem graça que eu também sou um apreciador do acordeão, mas é um instrumento muito caro. Eu gostaria de aprender a tocar este instrumento porque serve para o género de musica que escrevo e com as palavras deste amigo funcionário, resolvi tirar o curso de acordeão e falei com o meu mestre de música sobre este instrumento. Logo se prontificou a emprestar-me o seu acordeão durante as lições que me dava 3 dias por semana. Papelaria Fernandes em Lisboa, e o meu salário ainda era pouco, mas ia juntando algum dinheiro como podia, para realizar o meu sonho, comprar um acordeão. Mais tarde, tive uma conversa com o meu pai, e contei-lhe o caso. Meu pai, vendo o meu gosto pela música desde pequeno, me disse: vamos lá comprar o acordeão, cujo este instrumento ainda o tenho hoje como recordação.

At 25 years old

O Acordeão a minha alegria!

Tal foi a minha alegria, que desde aí nunca mais parei acompanhando artistas da rádio, como Júlia Barroso, Maria Amélia Canossa, Tristão da Silva e outros artistas do Teatro e da Emissora Nacional.
Levado pela vocação e influência musical, comecei a compor mais canções, ajudado por alguns letristas bons poetas daquele tempo. Reconhecendo em mim que estava na carreira de compositor, pelas obras que escrevia originais, tambem iniciei a carreira de acordeonista individual, tocando na província nos arraiais e sociedades de Recreio.

A Hora do Garnizé


2 anos depois fui ao Porto de férias e lá conheci o empresário artístico Domingos Parga, director do programa de variedades A Hora do Garnizé que se realizava aos Domingos nesta cidade. Este empresário deu-me trabalho no seu programa acompanhando artistas em acordeão. Foi nesta altura da minha estadia no Porto, que tive a oportunidade de conhecer na Vila de Ermesinde, um senhor que era o director de Gravações da Fábrica de Discos Rádio Triunfo senhor Fernando Correia, que ouvindo algumas canções da minha autoria, da cabine de som das festas da Feira, ficou interessado em contactar comigo na semana seguinte, para uma possivel gravação na sua etiqueta. Dias depois combinamos contratar alguns músicos para ensaios de 4 canções para um single, que seriam cantadas por Cláudio José.

  • Cronica Feminina Interview
    Cronica Feminina Magazine Cover
    Cronica Feminina
    Avé-Maria do Coração

Elas e a Lambreta

Este meu primeiro single foi um grande sucesso com a canção de minha autoria Elas e a Lambreta que entrou na boca de toda a gente com o piropo Até choras para andar de lambreta e se tornou sucesso em Portugal na altura da moda das lambretas. Esta canção foi gravada por muitos conjuntos e orquestras que a tocavam muitas vezes, e subiu à cena numa Revista de Teatro, com o saudoso Humberto Madeira e orquestra de João Nobre. Neste tempo, ainda não tinha conjunto privativo formado, mas como escrevia muitas canções populares pensei em gravar mais, tendo de contratar para o efeito alguns músicos para assim poder contentar os pedidos das companhias editoras interessadas nos meus trabalhos.

Maria Albertina

Lembro-me perfeitamente quando estive em Ermesinde novamente, em gozo de férias, conheci um músico que tocava viola era o pai de Maria Albertina. que mais tarde formou comigo o conjunto do mesmo nome com repertório de minha autoria, tais como:

Avé-Maria do Coração (dueto)

que foi um autêntico sucesso nas comunidades portuguesas espalhadas por todo o mundo. Seguiram-se outras canções, que foram dezenas, gravadas por este conjunto, cujas obras são de minha autoria, como:

  • Santa Luzia
  • Senhora do Sameiro
  • Esticadinho
  • São João Maroteiro
  • Linda Romeira
  • Ai Ele Toca e toca bem
  • Ceifeira do Campo
  • Linda Viana
  • Senhora de Matosinhos

Etiqueta Alvorada

Escrevi tambem muitas canções para vários Ranchos Folclóricos do Norte do País, que ainda hoje são ouvidas em Portugal. Outras canções da minha autoria foram gravadas pela etiqueta Alvorada pelos artistas José Augusto e Fernanda Gonçalves, radicados na cidade do Porto e por outros artistas que foram as seguintes:

  • Loirinha dos Trigais,
  • Sonhos de Amor,
  • A Toque de Caixa,
  • Madeira Princesa do Mar,
  • Tudo joga no Totobola,
  • Vira de Alcochete,
  • Nossa Senhora de Campanha,
  • Em Louvor do São João,
  • Por causa dum anel,
  • Candeia Eterna,
  • Tiro-Liro Pum,
  • Ora Mete-Mete,
  • O Vila do Conde,
  • Alcochete em Festa
  • Elas preferem o Metro.

 

Etiqueta Valentim de Carvalho

Gravei a seguir para a etiqueta Valentim de Carvalho 4 marchas populares de Lisboa, e mais 4 para o meu bairro de Campo de Ourique todas de minha autoria, que obteve em concurso o Primeiro Prémio como música e interpretação. Conjunto Tipico Francisco Gouveia. Até esta altura eu ainda não tinha o meu conjunto próprio. Lembro-me quando estava num estudio de gravação no Porto, o director de produção da fábrica de discos dizer-me:

“o senhor Gouveia devia formar o seu conjunto típico privativo porque o senhor escreve muitas canções, tem uma inspiração fecunda, vá para a frente”.

Desde aí fiquei com as suas palavras na ideia. Em 1960, na Noite de Santo António, no desfile das Marchas Populares de Lisboa, conheci um rapaz de nome Eduardo Faria de Dioz (que é hoje o vocalista do meu conjunto) que me disse que gostava de cantar música popular. Vendo a sua vontade, combinei com ele ir a minha casa para fazermos um ensaiozinho de voz e vi realmente que ele era a pessoa indicada para cantar o género de música que eu escrevia e daí nasceu a ideia de formar o Conjunto Típico privativo. Muito facilmente encontrei os outros elementos que precisava e com a boa vontade de todos, em pouco tempo de ensaios iniciámos as nossas primeiras actuações em público nos clubes, colectividades de Recreio, Festas de Beneficência, em Hospitais, Festas ao ar livre, etc, etc.

Programa Rádio Publicitário

Alguns meses depois, fomos contratados para o Programa Rádio Publicitário PAC Produções Arlindo Conde, que se realizava no Cinema Éden em Lisboa, depois fomos conhecidos por outros empresários que nos contratavam para espectáculos de Norte a Sul do País e assim começámos a progredir na musicalidade.


Etiqueta Melodia

O nosso conjunto gravou o primeiro disco (45) para a etiqueta Melodia e outras gravações se seguiram para a mesma etiqueta em curto espaço de tempo. Daí por diante, começámos a fazer parte em espectáculos de mais nível, juntamente com os melhores artistas que havia naquele tempo. No Pavilhão dos Desportos, Coliseu dos Recreios, na Grande Noite do Fado, em Boates, Casas Típicas, como o Solar do Minho, Restaurante Folclore, Sanzala, etc, e noutros espectáculos ao ar livre no Verao nas províncias do nosso país, juntamente com outros elencos artísticos.

Hotel Estoril Sol

Houve um Verão, em que fomos contratados para o Hotel Estoril Sol, todos os fins de semana, actuando para os turistas que ali se hospedavam para visitar o nosso país em gozo de férias. Recordo-me perfeitamente de uma peripécia que se passou com o nosso conjunto. Os turistas saíam do autocarro e quando entravam no hall do Hotel o conjunto iniciava o show ao vivo, tocando e cantando com alegria para eles, naquela grande entrada do Hotel que era um luxuoso salão. Os turistas entusiasmados com a música alegre do nosso conjunto dançavam à nossa volta, e muitas vezes pegavam no vocalista ao colo, porque lhe achavam muita graça por ele ser baixinho e a música nunca parava e quando os turistas tomavam o elevador para o primeiro andar o conjunto seguia-os sempre a tocar e até dentro do elevador. Bons tempos passámos nós naquele Hotel.


Livrolândia Festival de Aranda do Douro

Em 1966, fomos convidados pelo Presidente da Grande Feira do Disco Livrolândia senhor Barata, e Ema da Costa Pedrosa, a fazer parte no Festival de Aranda do Douro, em Burgos, Espanha. Fomos televisionados para a Eurosvisão e muito aplaudidos por milhares de pessoas na Praça de Touros de Burgos, onde se realizou o Festival.

Fui Ver Aranda

Na nossa actuação, tocámos uma canção escrita por mim dedicada a este Festival com o título Fui Ver Aranda que foi muito apreciada pelos espanhóis e pelo Alcaide e Presidente da Comissão de Festas de Aranda do Douro. No dia seguinte, os jornais espanhóis diziam em letras grandes que o nosso conjunto era um verdadeiro vendaval de humor e todo este sucesso, nos levou a gravar um single para a etiqueta espanhola Marfer com a canção Fui Ver Aranda, mais tarde em curto espaco de tempo surgiu-nos outro contrato para gravar mais um single para a etiqueta francesa Belair. Depois de Espanha regressámos a Portugal para cumprir alguns contratos no Ribatejo e no Algarve, onde íamos com frequencia, actuar nalguns hoteis.


Estados Unidos da América tournée

Em Agosto de 1967, fomos contratados para uma tournée nos Estados Unidos da América para actuar nas Grandes Festas dos Madeirenses em New Bedford e noutras cidades vizinhas, onde há emigrantes portugueses. Nesta tournée, veio também connosco a equipa de futebol da Académica de Coimbra, para jogar nesta cidade.

Canção de um Soldado

Mais tarde, por volta dos anos de 1970, escrevi uma canção com o titulo Canção de um Soldado, dedicada aos nossos gloriosos soldados que se batiam em Angola, nesse tempo. Esta canção obteve o maior sucesso do nosso conjunto, gravada pela etiqueta Alvorada cujo numero atingiu mais de 300 mil exemplares, por ser uma canção muito chocante no coração dos soldados e dos seus familiares. Mais tarde foi proibida a edição deste disco pelo regime anterior, pelo motivo de ser muito chocante, creio que os nossos leitores e ouvintes do nosso tempo se devem recordar desta canção. Mais tarde o governo autorizou novamente a reedição deste disco, pelos pedidos do público serem muitos, isto em 1970.


Estados Unidos da America e Canadá tournée

No ano de 1970 para 71, tivemos outro contrato para fazer uma tournée nos Estados Unidos da America e Canadá, com o saudoso empresário Armando Albuquerque, sua esposa Fernanda Diniz e outros artistas vindos de Portugal. Fomos até à California e outras cidades da América, incluindo depois a Bermuda e outras cidades no Canadá e a volta de Toronto, onde há emigrantes portugueses. Foi uma tournée maravilhosa que sempre recordarei e que ficou no coração do meu conjunto. Por causa de algumas oportunidades que me surgiram durantes estas paragens por aqui, resolvi ficar no Canadá com a minha esposa, embora o resto dos meus elementos tivessem de regressar a Portugal por razões familiares.


Em letras de ouro o nome de Portugal. Passado um ano todos resolveram voltar para o Canadá, já com as suas vidas arrumadas, e assim o nosso conjunto se formou de novo para continuarmos unidos sempre os mesmos elementos, tocando e cantando por estas terras longínquas e para divulgar bem alto e em letras de ouro o nome de Portugal.  Do nosso progresso como conjunto típico no Canadá, o público e conhecedor quantos aos nossos sucessos musicais.


Editado por Gouveia Records:

  • Cantinhos de S. Miguel,
  • Minhocas ao Desafio,
  • de Casa em casa,
  • o Mistério da Lapa,
  • happy-happy-happy,
  • mensagem de louvor,
  • O Polícia dos Tiquetes,
  • bingo-bingo-bingo,
  • Freguesias da Terceira,
  • Viva o povo madeirense,
  • Poema aos Açores,
  • Senhor da Pedra,
  • Alertas Açorianos,
  • Ela é do pico,
  • stop aqui stop ali,
  • O homem da cleaning,
  • O land of mete medo,
  • Meninas de S. Miguel,
  • Santa Maria que linda és,
  • Alô-Alô-Alô Rosana,
  • Saudação a Portugal

 

e outras mais.

Em referência a estas canções há uma delas, Cantinhos de São Miguel, que foi um autêntico sucesso no seio das comunidades portuguesas em todo o Canadá e Estados Unidos, e até nos Açores e Continente. Foi com esta canção que dei a iniciativa aos jovens para se debruçarem mais sobre as nossas ilhas, escrevendo mais música aos Açores, que é por obra da natureza um jardim encantado. Alem destas canções escrevi a música Toronto is BeautifuL, com letra em inglês de Jaime Aparicio, gravada pela Orquestra Canadiana e cantada por um duo feminino, também canadiano. Esta canção foi um sucesso no seio das comunidades étnicas do Canadá. Do nosso último trabalho discográfico, constam as seguintes canções:

  • Saudação aos Açores,
  • o chouriço caseiro,
  • beleza algarvia,
  • gosto de ver o campino,
  • a grila atrevida,
  • lisboa pombalina,
  • pica-maria,
  • a fruta é boa,
  • vivendo na esperança,
  • e rock `n roll bem português.

Televisão Estudio 4

Quanto a outras iniciativas do conjunto fomos há 3 anos a Portugal, actuar directamente para o lar de Santa Maria de Peniche, dirigido pelo Monsenhor Bastos e noutros espectáculos assim como actuamos no Programa de Televisão Estudio 4 em Lisboa, que se repetiu em Agosto de 1989, nos jogos de Verão na Feira Popular tendo este programa sido filmado directamente pela TV para todo o Continente e Ilhas. Durante a nossa estadia no nosso país fizemos alguns espectáculos nalgumas localidades e lançámos no mercado português o nosso novo álbum e cassetes, que já foi editado por uma editora em Portugal, estando a ser bem aceite pelo público em geral. Para futuro estou a preparar novas canções para o próximo álbum e cassetes, de que sou o autor. Para este ano temos alguns espectáculos ja confirmados em vários locais à volta de Toronto, e vamos fazer umas paragens nos Estados Unidos da América.Está também confirmada a nossa ida a Portugal, para actuarmos na RTP e noutros espectáculos, em algumas localidades do nosso país.

Francisco Gouveia com:
Com a mais pura modéstia da minha parte, e de meu conjunto, gostaria de descrever aos nossos leitores que o conjunto típico de Francisco Gouveia, já trabalhou em espectáculos de variedades, com artistas de craveira internacional e que gostaria de mencionar nesta Biografia com o maior apreço e admiração que são:

  • Amália Rodrigues,
  • Maria de Lurdes Resende,
  • António Mourão,
  • António Calvário,
  • Marco Paulo,
  • Tony de Matos,
  • Duo Ouro Negro,
  • Nelson Ned,
  • Dina Maria,
  • Mariano Rego,
  • Nel Monteiro,
  • Tristão da Silva,
  • Maria Amélia Canossa,
  • Trio Odemira,
  • Conjunto de António Mafra,
  • Clemente,
  • Maria de Fátima,
  • Maria Valejo

e outros artistas radicados no Canadá e em Portugal, incluindo conjuntos musicais e Ranchos Folclóricos.

Pavilhão dos Desportos em Lisboa.

Lembro-me de uma grande noite da Casa da Imprensa, festa realizada no Pavilhão dos Desportos em Lisboa, que durou até de madrugada onde desfilaram grandes artistas da canção nacional do Teatro e da Televisão:

  • Horácio Reinaldo,
  • Eugénio Lima,
  • João Aleixo,
  • Tino Costa,
  • Francisco Egídio,
  • Trio Harmonia,
  • e do teatro,
  • Ivone Silva,
  • Io Apolloni,
  • Leónia Mendes,
  • Deolinda Rodrigues,
  • Celeste Rodrigues,
  • Florbela Queirós,
  • Carlos Coelho,
  • Humberto Madeira,
  • Helena Tavares,

 

inclusivamente O Homem Invisível que estava de visita a Portugal nessa altura.

Coliseu dos Recreios

Trabalhámos também uma temporada no Coliseu dos Recreios, juntamente com uma companhia de Circo e diversos Artistas como Gabriel Cardoso, Simone de Oliveira, Madalena Iglésias, Lenita Gentil, Alice Amaro, Mini-Trio e Lourenço de Oliveira e fizemos uma temporada na Quinta de São Vicente com o nosso grande amigo Marco Paulo. Fizemos parte num espectáculo no Sanatório do Outão em Setúbal, onde actuaram os artistas

  • Artur Garcia,
  • Alice Amaro,
  • Tonicha,
  • Esmeralda Amoedo,
  • Maria Do Espírito Santo,
  • Joaquim Cordeiro, humorista,
  • Manuel Dias, fadista.

Colaborámos num espectáculo nas Festas do Barrete Verde e das Salinas em Alcochete, com os artistas

  • Moniz Trindade,
  • António Mourão,
  • Beatriz Costa,
  • Hermínia Silva
  • Mirene Cardinal.

 

Estas festas ribatejanas foram organizadas pelos locutores Maria Eva e Costa Pereira do programa de rádio Desculpe mas já são horas. O nosso conjunto actuou também nas grandes festas de Samora Correia, com

  • Anita Guerreiro,
  • Pepe,
  • Elena Calasan,
  • Tino Costa
  • Mirene Cardinal.


Mirene Cardinal

Passaram-se bons bocados durante todo este tempo. Por falar na Mirene Cardinal, me recordo de algo triste que aconteceu com ela e seu esposo. No Natal fomos fazer um espectáculo a Pataias. De regresso a Lisboa pela madrugada quando chegámos ao Areeiro nos despedimos todos os artistas e daí seguiam para o Algarve, a Mirene Cardinal, seu esposo e a Lurdes Resende e o nosso empresário António Fortuna. Quando cheguei a casa soube nas notícias que a Mirene e seu esposo tinham falecido num acidente de automóvel na recta do Cabo, próximo de Vila Franca, tendo os restantes ocupantes do carro ficado em estado grave, vindo a melhorar mais tarde. 

No Canadá a vida é dura

Sobre novas iniciativas, tenho tido muito trabalho, preparando para a pauta novas canções de carácter publicitário nas Estações de Rádio portuguesas em Toronto e estou ensaiando com o meu conjunto novas canções de minha autoria para serem negociadas e editadas por uma firma discográfica em Portugal. Todo este trabalho musical requer um esforço imenso tanto do compositor como dos elementos do conjunto, para se poder apresentar ao público em geral um trabalho digno de apreciação da nossa musica tipicamente portuguesa.

No Canadá a vida é dura
No Canadá a vida é dura e muitas vezes cheia de controvérsias. Andamos na labuta do dia-a-dia e só nas horas disponíveis podemos dispensar um pouco de tempo para o nosso talento musical e literário, que deve ser pago em mirra, incenso e ouro.

Ao terminar esta minha biografia resumida, queria agradecer de todo o coração aos elementos do meu grupo o esforço prestado durante 25 anos de actividade artística do mesmo, que tanto me souberam acompanhar em prol da música popular portuguesa e para levar bem alto e em letras de ouro o nome de Portugal. A música não tem idade e continuaremos com a Graça do Senhor!

Firmas Discográficas que editaram obras de Francisco Gouveia e seu Conjunto Típico:

  • Rádio Triunfo,
  • Alvorada,
  • Rapsódia,
  • Valentim de Carvalho,
  • Vadeca Riso
  • Ritmo Discos Ltd,
  • Ovação,
  • Lusosom,
  • Arnaldo Trindade,
  • Tecla.
  • World Records,
  • Cinram Records,
  • Quality Records,
  • Belair,
  • Marfer.